quarta-feira, 2 de março de 2011

Efêmero


Não há nada no mundo tão cruel e imparcial como a morte. Todas as formas de vida envelhecem e eventualmente morrem... Não importa quão forte ou pequena é sua força vital... Então estar vivo significa que você está ficando mais perto da morte com cada segundo... A história é composta de escolhas e divergências. Cada escolha que você faz cria um novo mundo e traz um novo futuro. Mas ao mesmo tempo, você está eliminando um futuro diferente com as escolhas que você não fez. Um futuro negado de toda existência por causa de uma mudança no passado... Um futuro que foi destruído antes mesmo de existir...

[...]

Eu me pergunto agora: o que é destino? Não existe. Não existe destino? Não, não existe resposta. E como sabemos se ele existe se não existe resposta? Não sabemos. Então ele não existe. Errado. Não entendo. Não podemos negar nem afirmar algo sem saber se este algo realmente existe. E como podemos saber? Não podemos. Então devemos viver na dúvida? Você escolhe se quer viver na dúvida. E se eu escolher não viver na dúvida, como eu faço? Você pode acreditar que ele existe ou que ele não existe. Mesmo sem provas? Exato. Mas eu não posso afirmar sem ter certeza. Mas pode acreditar mesmo sem ter certeza, isso é ter fé, isso é fazer escolhas, isso é escolher o seu destino. Posso escolher algo que nem ao menos sei se existe? Cada pessoa é responsável pelo seu próprio destino. Não sei se entendo. Não é necessário entender. E o que eu faço? Apenas siga o seu destino, o destino que você escolhe.

[...]

Nosso destino acaba quando nossa vida acaba. Nossa capacidade de escolher acaba quando nossa vida acaba. Nosso futuro acaba quando nossa vida acaba. Nossas ideias acabam quando nossa vida acaba. Nossas relações acabam quando nossa vida acaba. Nossos planos acabam quando nossa vida acaba. Nossos desejos acabam quando nossa vida acaba. Nossos sonhos acabam quando nossa vida acaba. Nossas vidas eventualmente acabam.

O que vai restar quando a vida acabar?
Não deixe que seus atos sejam efêmeros como a própria vida.

2 fragmentos:

  1. mas sinto tanto orgulho de você quando entro aqui...

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  2. Cara, você conseguiu dar um nó no meu pesamento. hehe Acho que destino é quando sua jornada termina. De resto tudo é um caminho que vamos seguindo, mudando o trajeto, virando a direita, dobrando a esquina, passando por pedras, pisando na grama, deslizando num asfalto lisinho ou cheio de buracos, numa pista de terra ou por cima das nuvens. Viver é isso. Fazer escolhas. Decidir por algo e anular outro. O importante mesmo é fazer valer a pena e agora faço minhas as suas palavras "não deixe que seus atos sejam efêmeros como a própria vida."
    Muito, muito bom! ;)

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